4 Perguntas Mágicas a Se Fazer Antes de Criar Qualquer Design

4 Perguntas Mágicas a Se Fazer Antes de Criar Qualquer Design

Essas 4 perguntas são tão relevantes que arrisco afirmar que se você não tem a resposta pra cada uma delas antes de iniciar seu Design então o resultado será na melhor das hipóteses medíocre, possivelmente um desastre.

Criar o design pra qualquer coisa — websites, software, apps, anúncios de  TV, espaços físicos, documentos – é desafiador. Exige arte e ciência. E a maioria dos princípios não são possíveis aplicar em todas as situações. E os Designers acabam usando muitas  vezes a resposta: “depende”.

Porém essas quatro perguntas SEMPRE se aplicam. Sempre faça essas perguntas ao seus clientes quando for criar qualquer coisa. O mais interessante é que embora essas perguntas sejam bem básicas e simples na maiora das vezes o cliente não saberá exatamente como respondê-las.

Vamos para as 4 perguntas:

1. Qual é o público alvo?

Independente do que você está criando — quem irá usar com maior frequência? Quem você realmente quer que use? Todos acham que sabem qual é o público alvo até você perguntar isso a eles. Só então você e seu cliente percebe que os envolvidos na criação não concordam em qual é o público alvo. Se você não sabe pra quem você está criando, então por que é que você está criando um design mesmo?

2. O que o público alvo quer fazer?

Muito cuidado com suas ideias e especialmente com as ideias de seu cliente. Infelizmente na maioria das vezes os clientes (e podemos incluir a nós designers) querem criar algo que não passa nem perto do que o público alvo quer fazer com o produto ou serviço que estamos criando. Se você não estiver atento a isso, é muito provável que irá criar algo que jamais será usado.

3. O que você quer que o público alvo faça com o produto ou serviço? 

E as vezes existe um grande abismo aqui, porque as vezes o que você quer não passa nem perto do que o que o o público alvo quer .

Alguns designers as vezes se perdem porque se concentram apenas no ponto de vista do público alvo. Você precisa das duas perspectivas. É natural que o dono do produto ou serviço queria que o produto seja usado de uma maneira específica; querer que o usuário faça isso ou aquilo. Afinal de contas uma boa quantidade de dinheiro e recursos está sendo investido na criação do produto ou serviço. E na maioria dos casos esse investimento é para algo mais do que apenas satisfazer os desejos e vontades do público alvo. Muito provavelmente também há alguma meta ou propósito financeiro/corporativo. Mas será que os responsáveis pela criação sabem qual é essa meta ou propósito? Se a resposta for não, como será que o desejo do usuário e a meta financeira/corporativa serão equilibradas e alcançadas?

4. Qual ação é esperada do usuário nesse ponto do projeto?

Em cada ponto, em cada interação, em cada página ou tela, deve haver algo que se espera que o público alvo faça. O usuário deveria acessar uma tela, clicar em um botão, inscrever-se, etc. Será que o designer sabe qual é essa ação?  Se não sabe, como saberá o que criar? Se você quer  que o usuário faça algo específico então você deve criar com essa ação em mente. Se não existe nenhuma ação a ser feita, por que é que o produto ou serviço está sendo criado mesmo?

Faça essas 4 perguntas mágicas. Saiba as resposta pra elas. Só então você (e sua equipe – se for o caso) poderá criar um design (produto ou serviço) que será realmente usado.

O que acha? Você já faz perguntas como essas antes de começar um design? Normalmente as respostas estão claros ou nem se quer foi pensado a respeito do assunto? Será que existe alguma outra pergunta mágica que você considere fundamental para o processo de criação?

Programar para iOS ou para Android? Há alguma diferença?

Programar para iOS ou para Android? Há alguma diferença?

A diferença no desenvolvimento de aplicativos para iOS e para Android é semelhante a diferença de maças pra bananas. Elas se encontram na mesma categoria (sistema operacional móvel / frutas), mas é mais ou menos por ai que as semelhanças acabam.

Aqui estão algumas diferenças:

  1. O iOS e o Android são sistemas operacionais móveis tão distintos quanto o Mac OSX e o Windows o são para desktop e notebooks.
  2. Eles envolvem linguagens de programação diferentes. O iOS usa Objective-C enquanto o Android usa Java.
  3. O Android é de certa forma open source – ou seja tem código aberto, já o  iOS não. Você talvez já percebeu que existem algumas lojas de aplicativos para Android que não estão associadas a Google e são independentes da Play Store. Por outro lado a Apple controla toda a App Stores em mais de  100 países.
  4. Existem apenas três aparelhos que usam o iOS:  iPads, iPods e iPhones – todos da Apple. Porém há centenas de aparelhos de dezenas de empresas que usam o Android.
  5. Uma licença de desenvolvedor da Apple irá lhe custar  US$ 99,00 por ano, já a Google cobra apenas uma taxa única de US$ 25,00.
  6. Para desenvolver para iOS você irá precisar de um Mac. Para desenvolver para Android você pode usar Mac, Windows ou mesmo Linux.

Outro detalhe importante que virá após o desenvolvimento de seu aplicativo é que você poderá publicar seu aplicativo para Android sem que ninguém precise revisa-lo. Já seu aplicativo para iOS terá que passar pela aprovação do time da Apple e a espera pode levar de 5 à 15 dias úteis.

Meu objetivo aqui é apenas cobrir as diferenças ligadas a programação, não irei entrar nos méritos de qual deles é o melhor. E certamente minha lista é bem simplista

Qual seria outra diferença que você considera importante destacar?